11 de outubro de 2007

Gramática na Prática

Partindo de dois pontos
Encho teu corpo de reticências
Faço vírgula
Fazes exclamações em meus ouvidos
Cubro-te de onomatopéias
Vociferas interjeições enlouquecedoras
Faço pleonasmos dentro de ti
Até o ponto final

Mas, imploras por ponto e vírgula
Pasmo e inseguro interrogo-te:
- não seria hipérbole?
Maliciosamente tu me sorris
...


Parênteses – Isto não é uma metáfora.

12 comentários:

Alex disse...

Meus parênteses pelo texto.
Umo belo colchete de pontuação.
Pra mim descreve uma relação sem crases, inspira estados emocionais e também a nossa acentuação nos relacionamentos, que é ora oblícua ora agúda...
Segue sem ferir a alma com vícios (de linguagem...)
Com certeza vc é uma figura de estilo.

Congratuleitions...

m0u disse...

Simplesmente simplistico, mas ainda assim formidavel!

(q pena q nao tenho acentos neste teclado!)

beijos minha querida!

Fernando disse...

rsss...ótimo.

Anderson disse...

Essa vírgula a mais aí é um perigo, né não? Reticentes reticências... E hipérbole... Tá, prefiro não entender, parafraseando uma mocinha de óculos.

Eu, disse...

Alex!!! Q mocinho poético!!
Anderson, a vírgula é uma pausa estratégica...
As onomatopéias - SMAKs ou PLAFTs, são ao gosto do leitor...
:D

Girotto disse...

Mulé, eu é que gostaria de escrever assim. Esse talento, em minha solteirice, teria me desviado dos estudos, não que tenha ido pra escola algum dia.

Espetáculo!

Girotto disse...

Tão bom que estourou de comentários em um único dia.

Seus leitores estavam com saudades.

Brenda disse...

Por isso, que te amo, Pô! Tu é genial! Viva o ponto e vírgula!

Paloma disse...

"Maliciosamente tu me sorris..."

E... eu.. só... "rio"

Impossível não sorrir com tão belas palavras.
Visitarei seu canto mais vezes.
Um beijo

Luciana disse...

Potyra, você continua ótima.
Não que tivesses motivos pra mudar.
Mas é que... a vida, você sabe...
Ei! Vou pra Porto de Galinhas semana que vem. Será que vai dar pra parar em Recife? Será que vocês, o casal, poderão tomar uma cerveja comigo? Ou um vinho, quem sabe? Como anda a vida e suas sutilezas?

Anderson disse...

(Plaft!) ~Ai... Ah, bão... Entendi. Foi mal. Desculpe...
Pena que em nossa época potiguar não havia blogs. No máximo, um livro cretino de poesia da Umes...
Sabe o que há de mais especial no que você escreve - daí tantos elogios rasgados e insuspeitos? É algo como se um masoquista pedisse pra apanhar e você, sádica, não batesse. Só de mal.
Abraços!

Eu, disse...

Pessoas!!!!
Obrigada, obrigada, obrigada!!
De verdade.