11 de abril de 2012

Final da novelinha*

*Em primeira pessoa...

Acho que foi assim que terminou tudo pra mim: a gente tava conversando e Ela ligou. E vocês conversaram e tu, no final, disse pra Ela “eu te amo” e me olhou.
Tu lembra do dia em que eu fiz A produção de um strip-tease: de saltos altíssimos, passando pela cinta-liga, tudo da cor que tu gosta, com aquela música da Adele.
E tu me deu uma olhada tão, tão, nem sei. Tão devastadora, tão devoradora que o espartilho descosturou inteiro, meu sutiã se abriu e quando eu vi tu já estava lá, me mostrando tudo aquilo dentro de mim...

Foi assim que tu me olhou depois do “eu te amo” pra Ela.
E eu escolhi naquele momento que não deveria te escolher.

Nunca. E foi ali que pra mim morreu.

Na verdade foi ali que decidi que tudo deveria morrer, mas sempre que tu chega tão apressado, tão desesperado me pedindo um beijo eu tenho certeza absoluta de que a melhor coisa a fazer é pular no teu colo e te encher de beijo.

E eu juro que tento controlar todos os meus sentidos sempre que ouço tua voz.
E juro ainda que não quero mais.

E a quem interessar possa, ou caso você queira saber, cada poro meu espera – ansiosamente que abras aquela porta...

5 comentários:

Aida Polimeni disse...

ouvir um eu te amo que não é pra você aperta mais do que espartilho.

Ellis Regina (Lis) disse...

tudo que você sente é um vazio enorme antes/durante/depois desse(s) ato(s) desesperado(s)

@nnezinh@ disse...

Concordo com Aida, mas vamos combinar, certas novelinhas vale a pena ver de novo, nem que seja para dar um novo final. rsrsr... Demorou e arrasou, Poty!

Potyra disse...

Aida - dói mas é bom!!

Ellis - a sutil arte de amar um cafajeste!!

Annezinha - Eco, eco, eco! Viva o repeteco!!

Cleyton Cabral disse...

Saudades daqui e de vc. Kd vc no face? me ache: www.facebook.com/achecleyton