24 de julho de 2008

Pelos Outros

"O maior desejo da boca
é o beijo"
"Tua língua em meu mamilo"

"Sempre que te vejo assim,
linda, nua e um pouco nervosa"
"A minha pele tem o fogo do juízo final"


Pelo Zeca Baleiro....

2 de junho de 2008

Versando

- Versa o vício?

Frente e verso
Vice e versa
Visse o verso?

(Eu dou)
Vem pegar

11 de maio de 2008

Foi por medo de aviao... VI - Pero no Mucho...

Entao, onde estou nao acho o til do teclado, sò no N porque estou em Barcelona.
Sim, e nao vim de navio, lògico que de carro tambèm nao, entao fiquei no aviao por 9 horas e inteminaveis 50 minutos. Interminaveis nao os minutos, mas todo o tempo. Muitas gotas do Sr. Tarja, muito choro na hora de entrar no aviao, tipo quem vai para a forca, mas sem muita opcao, a nao ser nao vir.
AHHHHH FALA SÉRIO!!!!
Cá estou!!
Aí, quando fui descobrir o porque do atraso do voo, era porque ´´o aviao esta em manutencao´´...
Manutencao? Claro melhor manutencao do que nada, e a vida segue... Mas como eu chorei com a palavra manutencao. Depoisa fiquei mocinha, e até acalmei uma moca (mossa!!!! nao acho o cedilha tambem...), dizendo que ate bicicleta faz manutencao.
O tempo aqui ta acabando, depois termino de contar...

Esse blog é de uma pessoa de ferias e muito feliz por estar de ferias!!!!!!
Depois termino.

Mocinha sim, mas ainda acho que essa porra nao ser pra voar, sevre para ver filminhos, dormir muito, fazer xixi pensando que se o trem (aviao !!!!!) cair vou morrer de bunda de fora e depois, claro cair na consciencia de que nem bunda sobra pra se ver...

Acabou o tempo.
beijos.

12 de março de 2008

Vento espada

- Sabe o que eu queria ser?
- Hã?
- O vento...
- O vento?
- É. Imagina tu passando na rua, eu ventando assim nas tuas pernas num dia de muito calor. Eu levantando tua saia, assim; soprava forte, bagunçando teu cabelo todo, assim... Soprava na tua nuca, assim; sussurrando indecências nos teus ouvidos, e tu pensando nossa, que t...
- Nossa, que delícia esse ventinho fresco!!!
- Fresco? Ventinho? Qual é ô guria?

11 de fevereiro de 2008

Mordida de açaí

Foi esperando pelo amor de sua vida que Rita se viu casada com Nô, filho do seu Tito do bar, com dois filhos, grávida. Ele não era, e ela não saberia dizer se algum dia tinha sido o amor da sua vida. A realidade em volta dos filhos, das lavagens de roupa, ajudar seu Tito no bar, já viuvo e brigado com as filhas, não a incomodava muito. O problema não era mais água no feijão, nem lavar fraldas ou fazer faxina pra ajudar a engordar o baixo orçamento. Nunca foi Nô estar desempregado, as goteiras, a luz cortada, o aluguel atrasado e ter que morar nos fundos do bar do Seu Tito. Ela dizia que foi depois daquele dia em que Nô bebeu e bateu nela, mas ele também acha que pode ter sido a miséria da vida ou coisa do Demônio, ou castigo de Deus. Rita dizia nao saber, mas sabia o exato momento.

Ela tava na fila do posto desde às 5 da manhã, esperando o ginecologista quando resolveu olhar pro lado, um oi cordial. Só isso. Foi uma longa conversa sobre filhos, eleições, a melhora da vida no governo Lula, apesar do preço do pão, os vários médicos, os bons farmaceuticos que vendem os remédios que os médicos não receitam, mas curam muito mais rápido, o sermão do Padre Pedro no domingo passado. Rita ali, olhava e nao entendia muito seu encantamento, o porquê d'aquelas coxas parecerem tão bonitas, ela que nunca reparara nestas coisas... Mas Rita sempre achou o sorriso uma coisa muito bonita, pensou que a boca da sua nova amizade tinha cor de açaí, e os dentes? Rita nao entendia porque pensava na força daqueles dentes, aí olhava, assim, como quem nao quer nada, as mãos, os pés - mas sem pensar naquela lenda sobre os pés...

Rita pensava que o amor tinha que ter uma boa mordida... E reprimia seus pensamentos na mesma hora...Um casal de filhos, muita luta pra levar a vida, as mãos fortes, boca de açaí, Rita só pensava nisso!!
Tres meses depois, 10 idas à feira, sete idas ao supermercado, missa todos os domingos, alguns encontros pra trocarem receitas, ou só pra conversar alguma coisinha, algumas lágrimas, muita risada, e a sensação de que o amor da sua vida existia, suas mãos se entrelaçaram, suas coxas se enroscaram, Rita deixou Nô e gostou da mordida.

Hoje, ela e Soninha são mal faladas na cidade, não podem mais ir à missa.
Mas têm a sensação de que serão felizes para sempre.

29 de janeiro de 2008

Por que?

Por que eu só saio daqui quando
você sair de mim umas cem vezes...

15 de janeiro de 2008

Embolados a noite inteira:
Ele dos olhos negros,
Ela da boca lilás.
Amanheceram roxos de amor...

22 de novembro de 2007

Sem Maria

Me convidaste para jantar,
Para que eu fizesse teu prato predileto,
Ascendesse velas,
Abrisse aquele vinho...
Sei que na verdade, o que queres é que eu te deixe me comer
Crua
Mas pra ti, só restará ser eternamente cozido
Em fogo brando
Em banho maria
Me recuso a ascender teu fogo
És sem tempero nenhum!
E banho com a Maria aqui?
Espere...
Sentado!
Eu sentar em ti?
Sem chance.

Republicado para facilitar sua vida...

24 de outubro de 2007

Beije meus botões!!

Me mantém feliz esse maldito arrepio que sinto quando leio teus beijos, e um desejo de amnésia que esqueci de onde vem e nem lembro do porque que o quis me chega e nem sei mais no que pensava senão em como será o que nem sei se quero que aconteça novamente, e tento lembrar-me quando me tornei covarde assim. Deve ter sido um dia depois daquele dia e antes daquela noite que nunca mais, porque o teu cheiro nunca mais me deixou. E quem pode dormir querendo sempre mais o que não acontece?
Mas, dizia eu que estava feliz...
Estou e a vida segue. Meio rouca, meio gripada, muito chuvosa. Doem as epífises, os trapézios, os metatarsos reclamam, as sinapses se recusam. Descobri q não mais tenho papilas e sim botões. Mundo estranho (Se te peço pra me beijar nas papilas, você enfia a língua me minha boca, mas beijar-me os botões?)...
A vida segue assim...
Com botões onde menos se espera!!
Nos esbarramos em alguma esquina?
Espero ansiosamente....

Ah, nunca esqueça: tenho botões também onde você já sabe.

11 de outubro de 2007

Gramática na Prática

Partindo de dois pontos
Encho teu corpo de reticências
Faço vírgula
Fazes exclamações em meus ouvidos
Cubro-te de onomatopéias
Vociferas interjeições enlouquecedoras
Faço pleonasmos dentro de ti
Até o ponto final

Mas, imploras por ponto e vírgula
Pasmo e inseguro interrogo-te:
- não seria hipérbole?
Maliciosamente tu me sorris
...


Parênteses – Isto não é uma metáfora.